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Metrópoles do mundo de olho no futuro

12  De 2012 05:57 | Ciência e tecnologias

Questões que atormentam prefeitos e planejadores urbanos de hoje e que são desafios para o futuro das cidades, onde, segundo cálculos da ONU, 70% da população mundial viverão em 2050, motivaram a criação de um centro inovador para sua abordagem, o Crystal, um arrojado edifício de vidro na zona das Docklands de Londres, onde fica o centro de estudos de sustentabilidade urbana da Siemens, gigante multinacional de tecnologia. Inaugurado em setembro passado, o Crystal é a face mais visível do novo setor de Infraestrutura e Cidades da empresa.

— O Crystal é um local fantástico para prefeitos e governadores virem conversar com especialistas em tecnologia e planejamento urbano, mas também é um espaço de demonstração do que é possível fazer e das coisas com as quais podemos sonhar — disse Peter Y. Solmssen, responsável pelas Américas no conselho diretor da Siemens.

Londres foi a cidade escolhida por ser um local conectado com todo o mundo e, ao mesmo tempo, um dos maiores clientes da Siemens em termos de sustentabilidade. Solmssen acredita que o Crystal poderá ser um ponto de apoio para a cooperação entre Londres e Rio com vistas aos Jogos Olímpicos de 2016. Outros centros serão construídos em Xangai e Washington.

A proposta da empresa, que é parceira em soluções tecnológicas de outras grandes cidades do mundo, como Nova York, Rio, São Paulo, Dubai e Berlim, é promover um intercâmbio de soluções. Entre os projetos brasileiros expostos no Crystal estão a pacificação de favelas no Rio, a modernização da iluminação do Cristo Redentor, o orçamento participativo de Porto Alegre e a transformação do gás metano do aterro sanitário de Bandeirantes, em São Paulo, em energia limpa para o consumo de mais de 500 mil pessoas.

— As cidades são os motores de crescimento, oferecendo maiores oportunidades de emprego, educação e prosperidade. Só que os efeitos negativos dessa expansão resultam em congestionamentos, poluição, exploração de recursos — disse Sergio Boanada, diretor regional da Siemens para o Rio e especialista em cidades.

Em Nova York, maior cidade americana, com 8,2 milhões de habitantes, a participação da Siemens vai do gerenciamento do metrô à busca de soluções para marcos históricos, como o Carnegie Hall (sala de concertos e edifício anexo), o World Trade Center e a instalação e gestão de um elevador de segurança na Estátua da Liberdade. No Carnegie Hall, cujo eixo é a adaptação do edifício, que, até 2010, abrigava apartamentos para músicos e artistas em salas de ensaio e de recitais, o desafio é fazer um prédio de mais de 120 anos se adaptar a padrões do século XXI. Os edifícios, segundo dados da Siemens, consomem mais de 40% da energia de uma cidade.

— Este é um projeto orçado em US$ 220 milhões, dos quais a Prefeitura de Nova York entra com 25% deste valor e doações privadas com o restante. A prefeitura é quem paga as contas de luz, e ela só põe sua parte mediante a garantia de que o prédio terá o padrão LEED — disse David Amour, do setor de tecnologia de construção da Siemens, referindo-se à certificação LEED (Leadership in Energy and Environmental Design).

O Crystal conseguiu a certificação platina da LEED, considerada a graduação máxima, para servir como exemplo daquilo que a Siemens quer demonstrar como padrão. Segundo Solmssen, a resposta de prefeitos e governadores à iniciativa de propor soluções de desenvolvimento sustentável tem sido "incrivelmente positiva":

— Um prefeito não sabe, sem a ajuda de especialistas, qual o tipo de trem que ele precisa. Mas só a ajuda de um engenheiro não resolve, ele precisa saber qual a combinação de trens, sistemas de sinalização e outros itens fazem a melhor combinação para levar seus passageiros do ponto A ao ponto B.

Um dos exemplos que a empresa destaca é a adoção do sistema inteligente de metrô sem maquinista pela Linha 4 (Amarela) do metrô de São Paulo, que já é considerada uma das mais movimentadas nessa modalidade no mundo, transportando 110 mil usuários por estação/dia.

— Não é possível fazer um trem customizado, mas, sim, ajudar as autoridades a pensar de outra maneira sobre seus desafios, dentro de seu orçamento, de suas possibilidades e de seu perfil energético. A maneira como se usa a energia hoje para os transportes é uma parte enorme do orçamento de qualquer cidade e os prefeitos nunca têm dinheiro suficiente. Eles precisam analisar as decisões de investimento que farão, e com as quais terão que conviver durante muitos anos — completa o diretor.

Fonte:  globo

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