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Empresa quer gastar até US$ 8 bi levando turistas à Lua em 2020

11  De 2012 05:40 | Ciência e tecnologias

Exatos quarenta anos após o lançamento da Apolo 17, a última vez que um homem pousou na Lua, integrantes da Nasa que participaram deste evento histórico anunciaram o desejo de revisitar o satélite terrestre. Agora, porém, os passageiros seriam turistas multimilionários.

A empresa comandada por ex-diretores da Nasa, fundada no Colorado, pretende lançar a primeira missão privada à Lua em 2020. A companhia Golden Spike afirmou que o orçamento estimado para cada viagem lunar seria de US$ 1,5 bilhão, muito menos que um projeto semelhante custaria à agência espacial americana.

— Nosso objetivo é criar um sistema de transporte lunar confiável e lucrativo — explicou Gerry Griffin, ex-diretor de voos do programa Apolo na Nasa e diretor executivo da nova empresa.

As expedições lunares da Golden Spike aproveitariam a tecnologia dos foguetes e das naves que já estão sendo desenvolvidas para enviar os astronautas da Nasa à Estação Espacial Internacional, depois da aposentadoria dos antigos ônibus espaciais.

Dependendo do número de turistas espaciais que comprem um bilhete para a Lua, a companhia afirma que poderia fazer o primeiro voo ao satélite terrestre ainda antes de 2020. No momento, porém, não foram divulgados detalhes sobre possíveis clientes.

Para a primeira missão seria necessário um investimento entre US$ 7 bilhões e US$ 8 bilhões, admite o presidente da Golden Spike, Alan Stern, ex-vice-diretor dos programas científicos da Nasa. Mas, uma vez que fosse lançado o voo inaugural, os custos das missões, em que os tripulantes passariam cerca de 48 horas no satélite, seriam reduzidos para US$ 1,5 bilhão.

— Isso mudaria totalmente as regras do jogo — explicou Stern, em uma teleconferência com jornalistas. — Poderíamos lançar missões lunares pelo custo atual de uma missão robótica da Nasa.

O presidente da Golden Spike, porém, não quis afirmar quantas missões precisaria empreender para a companhia começar a lucrar:

— Três ou quatro não seriam suficientes. Teríamos que fazer outras. Mas também não se trata de um número ridiculamente alto.

Os clientes em potencial da companhia seriam agências espaciais de alguns países, corporações, centros de pesquisa e multimilionários interessados no espaço.

— Poderíamos oferecer missões viáveis para países de tamanho médio, como Coreia, Indonésia ou África do Sul, para quem o custo para desenvolver a tecnologia necessária seria muito mais alto — cogitou Stern.

A Golden Spike não é a primeira companhia que oferece missões privadas para a Lua. Outras empresas, como a Moon Express, também já trabalham em projetos semelhantes.

— Se encontrarmos investidores suficientes para começar, poderíamos voltar à Lua em cerca de dez ou 15 anos para tentar explorar seus recursos energéticos e usá-los aqui, na Terra — ponderou o ex-astronauta do programa Apolo Harrison Schmitt, outro integrante da Golden Spike. — Creio que é possível ter sucesso.

Fonte:  globo

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